Em encontro realizado em Brasília, Associação apresentou os resultados das ações desenvolvidas para a COP30, reforçou o papel da biotecnologia na promoção da saúde e da sustentabilidade e defendeu a construção de políticas públicas que ampliem a inclusão dos territórios e dos povos tradicionais nos processos de inovação.
BRASÍLIA (DF)
FEVEREIRO DE 2026
A ANBIOTEC Brasil apresentou ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) os avanços do projeto desenvolvido para a COP30, iniciativa que busca fortalecer a biotecnologia brasileira como ferramenta para a promoção da saúde, da sustentabilidade e da valorização dos conhecimentos tradicionais.

A reunião foi realizada no dia 2 de fevereiro, em Brasília, e reuniu representantes da Associação, do governo federal e de organismos internacionais para discutir os resultados alcançados até o momento e os próximos passos da iniciativa.
Representaram a ANBIOTEC Brasil presencialmente Vanessa Silva, Presidente Executiva da entidade; Bertrand Yves, Diretor Técnico de Relações Internacionais e Diretor Administrativo-Financeiro; e Márcio Henrique Lacerda, Diretor Técnico de Assuntos Regulatórios.
Também participaram, de forma remota, Ajax Tavares, Diretor da Confapesca; Júnior Xucuru, Coordenador do Conselho Indígena do Distrito Federal; e Dra. Leila Lopes, CEO da BiDiagnostics, ampliando o diálogo entre diferentes setores envolvidos na construção do projeto.
Durante o encontro, a ANBIOTEC apresentou os resultados das ações já desenvolvidas para a COP30 e destacou que a biotecnologia deve ser compreendida como um instrumento estratégico para promover desenvolvimento sustentável, inovação e acesso à saúde, especialmente nos territórios que historicamente enfrentam desafios de infraestrutura e acesso a políticas públicas.
Além da prestação de contas sobre o andamento das atividades, a Associação levou ao debate uma série de propostas voltadas à formulação de políticas públicas capazes de fortalecer a participação dos territórios, das comunidades tradicionais e dos povos indígenas nos processos de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Entre os temas discutidos estiveram a valorização dos conhecimentos ancestrais, a integração entre ciência e saberes tradicionais, a necessidade de ampliar mecanismos de representatividade e a construção de modelos de inovação que considerem as especificidades regionais do Brasil.
A participação de representantes ligados aos povos indígenas, ao setor pesqueiro e à iniciativa privada contribuiu para ampliar a discussão sobre os desafios enfrentados por diferentes comunidades e reforçou a importância de uma agenda construída de forma colaborativa, envolvendo governo, academia, setor produtivo e sociedade civil.
Segundo a ANBIOTEC Brasil, a preparação para a COP30 representa uma oportunidade estratégica para posicionar a biotecnologia nacional como protagonista nas discussões globais sobre saúde, biodiversidade, inovação e desenvolvimento sustentável, evidenciando o potencial brasileiro para desenvolver soluções alinhadas às necessidades dos territórios e às demandas da agenda climática internacional.
Ao final da reunião, a Associação reafirmou seu compromisso de continuar contribuindo com propostas técnicas e institucionais que fortaleçam a ciência, ampliem a representatividade nos processos de decisão e consolidem políticas públicas capazes de transformar a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais em oportunidades de desenvolvimento sustentável para o país.