COMUNICAÇÃO ANBIOTEC BRASIL

Reunião em Brasília reuniu representantes do governo, lideranças indígenas, pesquisadores e empresas de biotecnologia para discutir iniciativas que aproximem ciência, inovação e saúde das populações mais vulneráveis.

A ANBIOTEC Brasil esteve, em fevereiro, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF), para fortalecer o diálogo entre governo, comunidade científica e lideranças sociais sobre a democratização da ciência e a ampliação do acesso à biotecnologia em territórios indígenas e comunidades tradicionais.

A agenda teve como foco a construção de estratégias capazes de transformar o potencial da biotecnologia nacional em soluções concretas para ampliar o acesso ao diagnóstico, à prevenção e ao cuidado em saúde, especialmente em regiões onde a oferta de tecnologias ainda é limitada.

Representando a ANBIOTEC Brasil, participaram da reunião a presidente executiva Vanessa Silva da Silva e Bertrand Douet, diretor da Associação e diretor da startup Rhea Biotech. O encontro também contou com a presença de importantes autoridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre elas Inácio Arruda, secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social; Daniel Gomes de Almeida Filho, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC); e Rogério Passos, chefe de gabinete do MCTI.

Além da participação institucional, a reunião reuniu representantes de organizações que atuam diretamente nos territórios brasileiros. Estiveram presentes Osvaldo Rosa da Silva Junior (Junior Xukuru), coordenador do Conselho Indígena no Distrito Federal e líder do Território Recanto dos Encantados, representando a Associação Indígena Recanto dos Encantados (AIRE); Ajax Tavares, diretor da Confapesca; Neydaianene Queiroz de Pinho, presidente da Aliança de Integração e Desenvolvimento das Comunidades Indígenas de Roraima, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol; e Gumercindo Leandro da Silva Filho, conselheiro de administração do Instituto Nacional de Cuidados Oncológicos e Humanização (INCOH) e coordenador do Projeto HAMY.

O encontro também contou com a contribuição de representantes da comunidade científica e do setor produtivo, reforçando a importância da inovação como instrumento para reduzir desigualdades no acesso à saúde. Participaram Lorenna Machado, cientista pesquisadora; Camila Pimentel, diretora de Relacionamento Institucional e Governamental da Bioi9 Biotec; Michelle Cruz Costa Calhau, sócia-diretora da Bioi9 Biotec; e Dra. Leila, representante da BiDiagnostics.

Durante a reunião, foram debatidas oportunidades para ampliar a presença das tecnologias desenvolvidas por empresas brasileiras em regiões remotas, promovendo soluções voltadas ao diagnóstico, ao monitoramento de doenças e ao fortalecimento da atenção à saúde em comunidades tradicionais.

A ANBIOTEC destacou que o fortalecimento da bioeconomia passa, necessariamente, pela inclusão dos territórios e pela valorização dos conhecimentos locais, criando um ambiente de inovação capaz de integrar ciência, tecnologia e desenvolvimento social.

Segundo a Associação, a iniciativa reforça o compromisso de aproximar as startups e empresas associadas das políticas públicas nacionais, contribuindo para que soluções inovadoras cheguem às populações que mais necessitam de acesso à saúde de qualidade.

A agenda também integra as ações estratégicas da ANBIOTEC voltadas à construção de um ecossistema de inovação mais inclusivo, no qual a ciência brasileira contribua para reduzir desigualdades, promover desenvolvimento sustentável e gerar impactos positivos nos territórios, consolidando a biotecnologia como uma ferramenta de transformação social.

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